Pergunta Simples
Um podcast sobre comunicação. Assinado por Jorge Correia Tudo começa com uma pergunta simples. As respostas é que podem ser mais difíceis. https://perguntasimples.com/
Um podcast sobre comunicação. Assinado por Jorge Correia Tudo começa com uma pergunta simples. As respostas é que podem ser mais difíceis. https://perguntasimples.com/
Episodes
Tuesday Jun 28, 2022
Rogério Alves | Comunicar Melhor | Pergunta Simples (Ep.89)
Tuesday Jun 28, 2022
Tuesday Jun 28, 2022
É um comunicador nato e explica como o faz todos os dias.
Tribunais, aulas ou televisão são os seus palcos naturais.
E partilha alguns dos seus truques principais para manter a audiência interessada.
Hoje falamos de quem nasceu para falar.
Todos conhecemos pessoas que falam bem.
Que falam muito bem mesmo.
Será que nasceram assim?
Será que treinaram arduamente para chegar a um nível superior?
Exploramos estas pistas no episódio de hoje.
Tenho sempre uma lista atualizada das pessoas que me apetece ouvir falar.
Pessoas que seriam, potencialmente bons conversadores para partilhar com a audiência.
Mas a minha lista não uma simples sequência de nome e papéis.
Além do nome e da função social ou motivo para a conversa escrevo uma pequena descrição e logo a seguir a pergunta inicial, a curiosidade inicial que me fez pensar que aquela pessoa deve ser convidada.
Neste caso particular podia ter escrito:
Rogério Alves, advogado.
Mas não escrevi.
Porque me interessava falar com ele sobre comunicação pura.
Em particular sobre comunicação oral.
Sobre a arte da oratória.
Por isso escrevi no meu caderninho:
"Rogério Alves, um homem que sabe falar"
E parti em busca de saber como é que ele se organiza mentalmente para que depois apenas nos sirva palavras ordenadas, simples, rápidas e facilmente percebidas.
Claro que a conversa não fica só numa reflexão sobre a arte de comunicar.
Seria impossível ficar só aqui.
E lá fomos nós desfiando palavras e pensamentos sobre a ética, a governação do mundo e a maneira de se ser humano.
O talento natural para falar é uma bênção.
E o treino dá uma boa ajuda.
Quem nasceu com o dom da comunicação pode atingir mais rapidamente a excelência. Quem for menos dotado tem de aprender e repetir mais vezes para chegar à mesma bitola.
Mas nada dispensa o saber da matéria sobre a qual se fala.
É que falar sem conteúdo é propaganda vazia.
Comunicar mal um bom conteúdo é uma perda de tempo.
Esta edição tem múltiplas dicas de como bem comunicar.
A mais relevante de todas: a audiência é quem manda.
O comunicador está ao serviço da audiência e não de si próprio.
Quem não seguir esta regra arrisca fazer monólogos para o seu espelho. E isso não é comunicar. É autoestimulação do ego.
Tuesday Jun 21, 2022
Sónia Marques | Comunicar Melhor | Pergunta Simples (Ep.88)
Tuesday Jun 21, 2022
Tuesday Jun 21, 2022
Com a pandemia mudamos hábitos e pontos de vista.
Com a ajuda da semiótica vamos em busca de sinais e sintomas dessa mudança.
O vírus não mudou só o panorama da saúde. Teve igualmente um impacto importante na linguagem, nos significados e na razão das coisas.
Signos, sinais, significados, tabuletas, etiquetas, expressões.
Tudo isto mudou.
Criaram-se neologismos, modificaram-se significados e adaptaram-se expressões.
A ideia do tóxico. A de que o outro podia ser uma ameaça. Nos podia pegar o bicho.
O medo da Covid-19, a esperança na vacina, a fé na proteção da máscara cirúrgica azul, a branca espacial FP2 ou as de pano de mil cores.
Mas sempre, ou quase sempre a dois metros.
Com beijos e abraços cancelados. Congelados. Amedrontados. Depois envergonhados.
Como se tudo fosse um pecado lesa-saúde.
E depois os jovens, fartos de tudo isto, que mandaram às urtigas todas as regras e atiraram-se de cabeça para viver de novo. Porque precisamos de viver.
Todos nós seguimos esse caminho. E com isso os números voltaram a subir.
É sobre este iô-iô de comportamentos e linguagem que resolvi realizar este programa.
Pode ser que nas palavras e frases encontre o sentido das coisas.
Uma edição com a especialista em semiótica Sónia Marques.
Para nos ajudar a ler os sinais.
Tuesday Jun 14, 2022
Conceicao Gomes | Comunicar Melhor | Pergunta Simples (Ep.87)
Tuesday Jun 14, 2022
Tuesday Jun 14, 2022
Hoje é dia de falarmos sobre a justiça.
Sobre como comunica a justiça connosco.
O que nos diz.
O que percebemos.
Quem entende uma sentença de um tribunal?
Sim, calma, sim, eu já aprendi que de chama habitual acórdão. Porque normalmente há mais do que um juiz.
Mas isto é um podcast sobre comunicação e a mim, interessa-me particularmente como se comunica.
Neste caso como comunica o sistema judicial com os cidadãos.
Por isso falo das longas, palavrosas, complexas, cheias de referências cruzadas, e encriptadas decisões judiciais.
Sendo que o tribunal é aquele sitio mágico onde os cidadãos vão reclamar que se garantam os seus direitos à luz da lei.
Não posso deixar de partilhar a minha experiência pessoal, como testemunha, num par de processos.
Senti-me pequenino, quase intimidado, e profundamente desconfortável.
Nem sei bem porquê.
Seria da mise-en-scène?
O peso do formalismo?
Da linguagem?
Das vestes? Da luz? Dos juízes ocuparem um dois degraus acima de mim, do ministério público e advogados estarem um degrau acima.
E eu, cá em baixo, a muitos metros de distância de quem decide.
Isto também é comunicação.
Quis discutir o tema com Conceição Gomes do Observatório da Justiça.
Será que a nossa justiça é justa connosco, cidadãos?
Em todos os sentidos da palavra
As fronteiras da lei são formalmente claras.
Mas a sua interpretação depende e muito de pessoas com convicções e olhares distintos.
Tudo depende da função social e do contexto.
A justiça tem uma tarefa difícil.
Tem de decidir entre o devido e o dano.
Entre o direito e o dever.
Mas como tantas vezes acontece em sistemas complexos o cidadão é mais objecto do que beneficiário.
Cabem-lhe poucas perguntas com muitas respostas codificadas.
Nestes momentos penso num livro do escritor Franz Kafka, chamado “O processo”.
Nele o personagem Josef K. é acusado num longo e incompreensível processo por um crime não especificado.
É uma boa leitura para refletir sobre o tema da justiça e do seu relacionamento com o cidadão.
Mas isso é coisa da fantasia dos livros. Nunca da vida real.
Tuesday Jun 07, 2022
Daniel Rijo | Comunicar Melhor | Pergunta Simples (Ep.86)
Tuesday Jun 07, 2022
Tuesday Jun 07, 2022
DANIEL RIJO | ESTAMOS A FICAR MAIS VIOLENTOS?
Hoje falamos de violência.
Violência na linguagem.
Violência psicológica.
Violência física.
Em particular no seu efeito nos mais jovens.
Neste programa falaremos da maneira como estamos ouvir o som, a filtrar as imagens e a construir perceções sobre o tema da violência.
Em particular a violência e a delinquência juvenil.
Pensei que esta ideia do incremento da violência juvenil era uma coisa da minha cabeça. Da minha perceção da realidade.
A final não. O relatório de segurança interna mostra um aumento da delinquência juvenil. Seja em número, seja em gravidade.
Há mais casos. E há mais gravidade nos casos.
Nomeadamente no uso de armas com capacidade de matar pessoas.
O aumento e a visibilidade dos casos de violência juvenil em miúdos dos 12 aos 16 anos disparou todos os alarmes e o governo acaba de criar uma comissão para estudar o tema.
Um dos investigadores com mais trabalho feito junto de jovens delinquentes que estão em centros eucativos e prisões é o Psicólogo Daniel Rijo, da Universidade de Coimbra.
Tentei perceber se a exposição à violência, por via da comunicação mediática, pode ter alguma influência no comportamento mais violento dos jovens.
A violência causa sempre um impacto na nossa mente.
Do caso extremo das vítimas da guerra aos casos mais próximos da violência criminal.
Seja em adultos sejam em mais jovens.
O que aprendemos dos estudos é que a violência deixa sequelas e no caso da delinquência juvenil a maioria dos autores destes crimes sofrem de algum tipo de perturbação mental.
A violência juvenil tem muitas vezes raízes em famílias disfuncionais.
Estes jovens agora violentos foram muitas vezes vítimas de várias violências.
De alguma maneira a violência é a sua forma de expressão.
Provavelmente ninguém os ouviu antes.
Daniel Rijo é Psicólogo clínico, doutorado em Psicologia Clínica e Professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC). Investigador do Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo Comportamental (CINEICC) da Universidade de Coimbra na área das perturbações da personalidade e do comportamento antissocial.
Tuesday May 31, 2022
Rui Caria | Comunicar Melhor | Pergunta Simples (Ep.85)
Tuesday May 31, 2022
Tuesday May 31, 2022
Nesta edição fotografamos o horror da guerra.
Como se fotografa uma guerra?
Esta era a minha pergunta iniciática para esta edição.
Vários repórteres portugueses foram reportar a guerra da Ucrânia.
Todos nos mostram o que viram.
O que captaram com as suas câmaras e sensibilidade pessoal.
Escolhi o jornalista, fotojornalista e repórter Rui Caria para viajar até à mais quente zona de conflito da Ucrânia: até ao Dombass. A região russófila que a Rússia reclama querer proteger.
E em particular a cidade-chave de Severodonetsk.
É o palco principal dos combates entre as tropas ucranianas e russas.
Provavelmente a segunda cidade mártir depois de Mariupol.
Rui Caria esteve nesta cidade. Viveu, comeu, dormiu e fotografou.
Fotos que mereceram de resto a partilha do Presidente Zelensky.
A atração pela guerra é histórica na vida dos grandes repórteres mundiais.
Ir ver a humanidade no seu extremo.
Na confluência entre a vida e a morte.
Tudo isso está expresso nas fotografias e reportagens de Rui Caria, um dos olhares portugueses sobre o regresso da guerra à Europa.
Tuesday May 24, 2022
Miguel Castanho | Comunicar Melhor | Pergunta Simples (Ep.84)
Tuesday May 24, 2022
Tuesday May 24, 2022
Hoje fazemos a prova científica dos factos.
A pergunta inicial ou a hipótese em cima da mesa é:
O que a ciência provou como verdadeiro é tábua de lei?
A resposta simples é: depende.
E o programa de hoje é sobre as certezas certas da ciência em confronto com as certezas flutuantes dos decisores e a opinião pública que adora contradizer-se.
Deixem-me ser claro: os cientistas têm mais voz que nunca nos jornais, rádios e televisões.
O que é uma boa notícia.
Os jornalistas descobriram com a pandemia que existem bolsas de pessoas cuja função social é investigar e saber profundamente sobre um tema.
É essa a vida delas.
Podem ser cientistas, médicos, psicólogos, engenheiros ou militares.
A descoberta dessas bolsas de saber e a vontade destas pessoas finalmente ocuparem o seu espaço, resultou numa discussão pública dos temas mais importantes, com mais inteligência.
O que significa também menos recurso aos chamados “eu falo sobre tudo, mesmo que de nada saiba”
Mas isso é só metade do trabalho.
É que nem sempre algo provado acabou por ser a base da decisão política, social e administrativa.
E a opinião pública muda de sentimento a quase diariamente.
Tuesday May 17, 2022
Cláudia Lucas Chéu | Comunicar Melhor | Pergunta Simples (Ep.83)
Tuesday May 17, 2022
Tuesday May 17, 2022
Escritora, cronista, dramaturga, poeta, actriz.
Trabalha com as palavras ditas e escritas para dizer.
Ou escritas para nos inquietar.
Cláudia Lucas Chéu tem como trabalho escrever.
Escreve para atores no palco ou na televisão.
Escreve também regulamente crónicas para a imprensa onde dá voz às suas próprias inquietações e problemas.
Sobre tudo os isto o programa de hoje.
Com algumas curiosidades: como se escreve uma telenovela?
Ou uma peça de teatro.
Escrever para vários formatos é um trabalho intenso.
Muitas vezes sem um plano escrito à partida.
Esta edição é sobre como criar emoções e interrogações na cabeça dos leitores e espectadores.
O mais divertido é que entre guiões e roteiros, Claudia Lucas Chéu não usa nenhum mapa de caminhos para viver.
É andar, comunicar e viver.
Tuesday May 10, 2022
José Pedro Teixeira Fernandes | Comunicar Melhor | Pergunta Simples (Ep.82)
Tuesday May 10, 2022
Tuesday May 10, 2022
Tuesday May 03, 2022
José Manuel Rosendo | Comunicar Melhor | Pergunta Simples (Ep.81)
Tuesday May 03, 2022
Tuesday May 03, 2022
Fazer reportagem de guerra é uma arte jornalística que exige coragem, sangue-frio e bom senso.
Diariamente há que enfrentar um dilema complexo: o que se mostra e o que se evita. O que se relata e o que se guarda só para nós?
As grandes histórias do jornalismo tem um sinal em comum: o drama da condição humana.
As histórias de vida e de morte, de desgraça e de superação são as que mais impacto tem na nossa mente.
Conta-se, quase como mantra dos repórteres de guerra, que os jornalistas são aqueles que correm para um sítio de onde todos querem fugir.
Vemos a guerra pelos olhos de quem é testemunha profissional.
Sobram as perguntas.
Como se conta uma guerra?
Como se chega lá?
Como se sobrevive?
Como se descreve?
O que sobra na ressaca da volta a casa?
Nos últimos meses vários jornalistas portugueses percorreram a Ucrânia para nos contarem a guerra com a nossa maneira de ver o mundo.
É isso que os jornalistas fazem num conflito militar como este.
Vamos à Ucrânia com o repórter José Manuel Rosendo, jornalista da Antena 1 e da RTP.
Um veterano de várias guerras e conflitos.
Do médio oriente, ao norte de África e à Europa.
Iraque, Egipto, Turquia, Líbia, Faixa de Gaza e agora Ucrânia.
Esta conversa tem segredos revelados: como se movimenta um repórter na guerra? Onde se pode ir? Quem nos ajuda?
E depois? Importa saber o que se traz na mala.
Tuesday Apr 26, 2022
Pedro Brinca | Comunicar Melhor | Pergunta Simples (Ep.80)
Tuesday Apr 26, 2022
Tuesday Apr 26, 2022
Vamos ficar mais ricos ou mais pobres?
Suspeito que a resposta não seja fácil de dar.
Talvez seja mesmo impossível.
Por mais que os economistas saibam, por melhores computadores e dados que tenhamos, a economia depende de algo incontrolável: a expectativa.
E a comunicação, em particular a perceção, joga um papel-chave.
Aprendi nesta conversa que em economia o futuro interfere com o passado. Parece estranho. Mas de facto se cada um de nós souber ou entender que vai faltar pão — mesmo que isso seja falso — logo vamos reagir e comprar pão. E talvez comprar mais pão do que precisamos. Com esse simples movimento coletivo de açambarcamento o pão pode mesmo faltar. Não porque haja escassez, mas, porque o nosso medo esgotou o que havia nas prateleiras.
Por estes tempos aparecem na minha cabeça, expressões que me lembro de quando era criança.
Por exemplo, a carestia de vida. O efeito da inflação. O preço da gasolina. E de tudo o resto. Sempre a subir.
Dos salários que pareciam que subiam muito em percentagem, mas menos que o aumento dos preços.
Estaremos de novo aí?
Está conversa é sobre economia. Como o Professor de Macroeconomia da Universidade Nova Pedro Brinca.
Para mim a economia é uma espécie de ciência oculta. Mas uma ciência oculta que me fascina.
Mas a pergunta é óbvia: vamos ficar mais ricos ou mais pobres?
Quando economia fica mais turbulenta há que poupar e investir melhor.
Embora este conselho possa provar desde já a minha incompetência a falar sobre economia.
É que os maiores danos da subida dos preços é para as pessoas mais pobres.
Quem tem menos recursos pode deixar de conseguir até comprar os bens mais básicos. Estou a falar de comida.
Mas o efeito estende-se de forma contagiosa a todas as pessoas.
Fecho com uma ideia que me deixa perplexo mostra porque nunca serei rico. Que raio de sociedade reduz cada vez mais o rendimento de quem produz batatas ou leite e pag -a mais a quem faz programas de computador ou telemóvel.
Sim, eu sei, digam comigo:
“É a economia, estúpido”

Title
This is the description area. You can write an introduction or add anything you want to tell your audience. This can help listeners better understand your podcast.







